Matéria publicada na Revista Cotoxó de Junho 2012
Por Charles Meira
A vedete do momento entre os meninos da rua era brincar de jogar futebol
de botões. Começaram com times confeccionados com material plástico bem leve,
que compravam com o dinheiro da mesada nas lojas do ramo.
Tudo começou na garagem de Dona Maria, onde se reuniam no período da tarde para jogarem as partidas dos campeonatos organizados por eles. Pedro, Luiz Meira, Tomaz, Luiz Brioude, Beto e Jaime eram alguns dos jogadores que participavam dessa concorrida brincadeira. Os jogos aconteciam num clima de muita expectativa e nervosismo dos que disputavam as partidas, como também dos que no momento apenas torciam. Num determinado jogo do campeonato, o primogênito de Dona Maria que era todo esquentado, exaltou-se a ponto de brigar com Luiz Meira porque não aceitou a falta que ele queria marcar. Por isso deu um murro no compensado que servia como campo, fazendo um buraco bem no centro, deixando por várias semanas a meninada sem brincar.
Tudo começou na garagem de Dona Maria, onde se reuniam no período da tarde para jogarem as partidas dos campeonatos organizados por eles. Pedro, Luiz Meira, Tomaz, Luiz Brioude, Beto e Jaime eram alguns dos jogadores que participavam dessa concorrida brincadeira. Os jogos aconteciam num clima de muita expectativa e nervosismo dos que disputavam as partidas, como também dos que no momento apenas torciam. Num determinado jogo do campeonato, o primogênito de Dona Maria que era todo esquentado, exaltou-se a ponto de brigar com Luiz Meira porque não aceitou a falta que ele queria marcar. Por isso deu um murro no compensado que servia como campo, fazendo um buraco bem no centro, deixando por várias semanas a meninada sem brincar.
| Família Meira na residência do professor Antonin Brioude |
Beto e Luiz Brioude
moravam na Avenida Rio Branco, um pouco abaixo da nossa casa. Ali foi realizada
uma outra etapa das brincadeiras com time de botões. Por serem incentivados por
seu pai o professor de francês Antonin Brioude, um desportista e torcedor
ferrenho da ADJ, um time de futebol de campo da nossa cidade, eles confeccionaram
um campo de madeira bem aparelhada e mais forte permitindo que os botões
deslocassem com bastante suavidade. O local dos jogos ficava no quintal da casa
do professor e sua construção era um pouco rústica, pois tinham sido usadas as
ripas de madeiras na sua estrutura e uma cobertura de Eternit, tudo muito
simples, mas era legal aquele espaço onde realizavam os jogos.
| Beto e Luiz Brioude |
Outra novidade importante partiu dos irmãos Beto e Luiz
Brioude, dois magrelos altos, de cabelos loiros, olhos claros, pele lisa e
branca, cheia de pintas, mostrando a sua descendência francesa, foi a montagem
de uma pequena oficina para fabricação dos novos modelos de botões. A
matéria-prima utilizada foi o material retirado das janelas velhas encontradas
na garagem de ônibus no bairro do mandacaru. Os botões agora tinham as cores
dos seus times de preferência no Rio e São Paulo. Esse material era bem mais
resistente, permitindo uma durabilidade maior e um visual bonito.
Naquele local foram realizados vários campeonatos com
tabelas bem elaboradas, permitindo uma melhor organização em todas as partidas.
Por bastante tempo praticaram aquele esporte ainda pouco divulgado na cidade,
com a ajuda dos dois amigos da família.
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