sexta-feira, 24 de março de 2017

Maneca Mesquita, um técnico vencedor.

                                                        Charles Meira

Charles Meira entrevistando Maneca Mesquita.
Marli Silva, Maneca Mesquita, Edísio Santana e Waldemir Vidal.

Novamente acompanhado de Waldemir Vidal, Edísio Santana e Marli Silva, visitamos desta vez Maneca Mesquita, cidadão soteropolitano, que teve um passado voltado na sua maioria para o futebol de Jequié. Fomos recebidos com alegria pelo casal na sala da sua residência e depois dos cumprimentos, sentamos no sofá e relatamos para Maneca o motivo da nossa presença. Educadamente aceitou conceder a entrevista, que visa melhorar a história da Associação Desportiva Jequié.
Inicialmente pedimos para Mesquita falar sobre a ADJ, time que foi técnico e presidente. Calmamente e falando lentamente, devido problemas de saúde, falou não saber o que dizer, dependia das perguntas que seriam formuladas. Respeitamos os seus 85 anos de idade, atendemos o seu pedido e começamos a fazer as perguntas. Respondeu que de início que nasceu em Salvador – BA e veio para Jequié atendendo um convite para ser treinador de futebol.

Time Amador do Flamengo de Jequié.

O convite foi feito por Maneca Sampaio, que era o presidente do time amador do Flamengo. Contou que foi uma época muito boa e sempre o Flamengo brilhava, era campeão constantemente no Aníbal Brito. Citou alguns jogadores que teve a oportunidade de dirigir: Maíca era um dos melhores, Bara, Bajara, o restante não me lembro.
Com os olhos quase lagrimejando, em seguida falou que foi também técnico da boa Seleção de Jequié em 1969. Tinha Dilermando, Tanajura e Tufu, ganhamos a Seleção de Cachoeira aqui, lá perdemos e ganhamos na Graça em Salvador.
Depois confidenciou que não foi técnico da ADJ em 70 porque ficou dirigindo a Seleção de Jequié no Intermunicipal e que na ocasião que dirigiu a Associação Desportiva Jequié, não foi difícil, pois tinha uma turma boa, não dava trabalho, quando tem jogadores compreensivos, tudo é fácil. Os jogadores profissionais não são complicados, não necessitam de reclamação como os amadores, porém me dei bem com os dois grupos, tinha jogo de cintura.
Maneca torce pelo time do Vasco da Gama no Rio de Janeiro e na Bahia é torcedor do Vitória. Disse que agora está desligado das notícias do futebol amador e profissional, apenas gosta de assisti os jogos exibidos na televisão.



Time da Associação Desportiva Jequié.

No encerramento da entrevista o comentarista de futebol Waldemir Vidal deu este depoimento: “Deixou de ser técnico da ADJ e foi presidente. Maneca Mesquita é uma das pessoas mais importante do futebol de Jequié, tanto amadora como profissional e muitas vezes não é lembrado. Ás vezes é importante um momento deste para mostramos aos jovens o valor que ele teve. Maneca foi o primeiro técnico que teu um título amador ao futebol de Jequié, que foi o Intermunicipal no ano de 1969. Foi também técnico da sensacional equipe amadora do Flamengo de Jequié, time que foi a base da Seleção de Jequié e posteriormente disputou o profissionalismo, quando da criação da Associação Desportiva Jequié. Maneca é um marco importante dentro do futebol de Jequié”.

Maneca Mesquita e Waldemir Vidal.

Um comentário:

  1. Esse cidadão foi um grande incentivador do futebol de Jequié. Merece meus aplausos. Deveria receber um título de cidadão jequieense, pelo
    muito que fêz pelo futebol e divulgação do nome da cidade pelo Brasil.

    ResponderExcluir